quinta-feira, 5 de abril de 2018

Deputados custam R$ 1 bilhão por ano ao contribuinte

Salário de R$ 33.763, auxílio-moradia de R$ 4.253 ou apartamento de graça para morar, verba de R$ 101,9 mil para contratar até 25 funcionários, de R$ 30.788,66 a R$ 45.612,53 por mês para gastar com alimentação, aluguel de veículo e escritório, divulgação do mandato, entre outras despesas. Dois salários no primeiro e no último mês da legislatura como ajuda de custo, ressarcimento de gastos com médicos. Esses são os principais benefícios de um deputado federal brasileiro, que somam R$ 179 mil por mês. Juntos, os 513 custam, em média, R$ 91,8 milhões ao contribuinte todo mês. Ou R$ 1,1 bilhão por ano. Os dados são de levantamento do Congresso em Foco com base nos valores atualizados dos benefícios dos parlamentares na Câmara (veja a lista abaixo).
No último dia 18, em decisão administrativa, a Mesa Diretora decidiu diminuir os gastos com assinatura de veículos de imprensa e, por outro lado, aumentar em R$ 2,3 milhões o valor anual da verba destinada à cota parlamentar – verba pública que deputados usam com gastos como alimentação, combustível e passagens aéreas. Os valores de ambas as despesas são semelhantes, o que sugere uma escolha na aplicação orçamentária – no ano passado, R$ 1,96 milhão foi consumido com a compra de jornais e revistas. Como foi uma deliberação interna, a medida não precisa passar pela análise dos 513 deputados.
O aumento na verba de mandato vai custar aos cofres públicos mais R$ 371,86 por mês para cada um dos 513 deputados – que, a depender dos estados que representam, recebem entre R$ 30 mil e R$ 45 mil a título de cota parlamentar. A decisão foi da Mesa Diretora da Câmara, encabeçada pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que alega não haver aumento de gastos, mas redistribuição de valores.
Além de jornais e revistas, a Casa resolveu cortar o fornecimento de materiais de escritório para os gabinetes (papel-ofício, etiquetas, envelopes etc). No comunicado aos deputados, a Câmara diz que a medida vai ter positivo impacto ambiental devido à redução de papéis utilizados, e lembra que os parlamentares podem usar a cota para repor as assinaturas.
Veja a tabela de benefícios (atualizada em março de 2018):

Carros oficiais.  São 11 carros para uso dos seguintes deputados: o presidente da Câmara; os outros 6 integrantes da Mesa (vice e secretários, mas não os suplentes); o procurador parlamentar; a procuradora da Mulher; o ouvidor da Casa; e o presidente do Conselho de Ética.
OBSERVAÇÕES
(1) Ajuda de custo. O 14º e o 15º salários foram extintos em 2013, restando apenas a ajuda de custo. O valor remanescente se refere à média anual do valor dessa ajuda de custo, que é paga apenas duas vezes em 4 anos.
(2) Cotão. Valor se refere à média dos 513 deputados, consideradas as diferenças entre estados. A média não computa adicional de R$ 1.353,04 devido a líderes e vice-líderes partidários. O Cotão inclui passagens aéreas, fretamento de aeronaves, alimentação do parlamentar, cota postal e telefônica, combustíveis e lubrificantes, consultorias, divulgação do mandato, aluguel e demais despesas de escritórios políticos, assinatura de publicações e serviços de TV e internet, contratação de serviços de segurança. O telefone dos imóveis funcionais está fora do cotão: é de uso livre, sem franquia. O cotão varia, de estado para estado, de R$ 30,4 mil a R$ 45,2 mil, conforme a relação abaixo (valores em R$):
UNIDADE DA FEDERAÇÃOVALOR DA COTA (R$)
AC44.632,46
AL40.944,10
AM43.570,12
AP43.374,78
BA39.010,85
CE42.451,77
DF30.788,66
ES37.423,91
GO35.507,06
MA42.151,69
MG36.092,71
MS40.542,84
MT39.428,03
PA42.227,45
PB42.032,56
PE41.676,80
PI40.971,77
PR38.871,86
RJ35.759,97
RN42.731,99
RO43.672,49
RR45.612,53
RS40.875,90
SC39.877,78
SE40.139,26
SP37.043,53
TO39.503,61
(3) Auxílio-moradia. O valor indicado representa a média de gastos de acordo com o uso do benefício em cada época. Atualmente, o valor é de R$ 4.253,00. Mas só quem não usa apartamento funcional tem direito ao benefício. Atualmente, 319 deputados ocupam os apartamentos localizados na Asa Sul e na Asa Norte.
(4) Saúde. Os deputados só são ressarcidos em serviços médicos que não puderem ser prestados no Departamento Médico (Demed) da Câmara, em Brasília.
Números atualizados em 22 de março de 2018.

Fonte:http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/lista-todos-os-salarios-e-beneficios-de-um-deputado/

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Ministério da Educação apresenta Base Curricular do Ensino Médio

Documento, que será analisado pelo Conselho Nacional de Educação, 

deve orientar currículos das escolas públicas e privadas

MEC / Divulgação


Documento foi apresentado ao Conselho Nacional de Educação

quarta-feira, 21 de março de 2018

Eleições na Itália confirmam crescimento de fascistas

Na Itália, o partido fascista cresceu quase dez vezes nas eleições de domingo pregando o ódio e a expulsão de imigrantes, sobretudo os africanos


LOURIVAL SANT’ANNA| DE ROMA
11/03/2018 - 10h00 - Atualizado 11/03/2018 10h00

Mussolini (em foto  de 1939): partidos fascistas são proibidos na Itália, mas, como aqui, ninguém respeita muito as regras (Foto: Keystone/Hulton Archive/Getty Images)



O hino nacional italiano ecoou na simbólica Praça do Panteão de Roma, onde está o templo construído há 2 mil anos pelos imperadores romanos. Na noite da quinta-feira 1o de março, cerca de 1.000 pessoas se reuniram na praça para o encerramento da campanha do partido fascista CasaPound, para as eleições do novo Parlamento e do novo governo na Itália, realizadas no domingo, dia 4. Para estar na praça, cruzaram o cerco dos carabinieri, os policiais militares que abordavam e revistavam um a um. Os carabinieri estavam preocupados em evitar os confrontos com esquerdistas que costumam marcar as manifestações do CasaPound. Apesar do frio e da umidade, quando os acordes do hino italiano soaram, os militantes fascistas cantaram eletrizados: “Irmãos da Itália, a Itália despertou…”. A pequena multidão agitou bandeiras da Itália e do movimento, representado por uma tartaruga — símbolo da sobrevivência.
O CasaPound recebeu esse nome em homenagem ao poeta americano Ezra Pound, que viveu na Itália e apoiou Benito Mussolini entre os anos 1920 e 1940. O movimento foi criado em dezembro de 2003, quando seus militantes ocuparam um prédio público perto da Estação Termini de Roma e o batizaram de CasaPound. Hoje, o movimento tem 110 filiais, espalhadas pelo país. O único prédio ocupado, segundo eles, é o de Roma. Nos outros, pagam aluguel. Nestas eleições, o CasaPound não obteve a votação mínima necessária — 3% — para ter representação no Parlamento. Mas praticamente decuplicou seu número de votos. Em 2013, o partido obteve 47.691 votos (0,14%) para a Câmara. Agora, foram 310.793 votos (0,94%). Abertamente fascista, o CasaPound é parte de um fenômeno muito maior que vem se repetindo em vários países da Europa e agora ocorreu na Itália: o crescimento eleitoral de partidos antissistema, ultranacionalistas, extremistas de direita, anti-União Europeia, anti-imigração.
O hino nacional italiano ecoou na simbólica Praça do Panteão de Roma, onde está o templo construído há 2 mil anos pelos imperadores romanos. Na noite da quinta-feira 1o de março, cerca de 1.000 pessoas se reuniram na praça para o encerramento da campanha do partido fascista CasaPound, para as eleições do novo Parlamento e do novo governo na Itália, realizadas no domingo, dia 4. Para estar na praça, cruzaram o cerco dos carabinieri, os policiais militares que abordavam e revistavam um a um. Os carabinieri estavam preocupados em evitar os confrontos com esquerdistas que costumam marcar as manifestações do CasaPound. Apesar do frio e da umidade, quando os acordes do hino italiano soaram, os militantes fascistas cantaram eletrizados: “Irmãos da Itália, a Itália despertou…”. A pequena multidão agitou bandeiras da Itália e do movimento, representado por uma tartaruga — símbolo da sobrevivência.
O CasaPound recebeu esse nome em homenagem ao poeta americano Ezra Pound, que viveu na Itália e apoiou Benito Mussolini entre os anos 1920 e 1940. O movimento foi criado em dezembro de 2003, quando seus militantes ocuparam um prédio público perto da Estação Termini de Roma e o batizaram de CasaPound. Hoje, o movimento tem 110 filiais, espalhadas pelo país. O único prédio ocupado, segundo eles, é o de Roma. Nos outros, pagam aluguel. Nestas eleições, o CasaPound não obteve a votação mínima necessária — 3% — para ter representação no Parlamento. Mas praticamente decuplicou seu número de votos. Em 2013, o partido obteve 47.691 votos (0,14%) para a Câmara. Agora, foram 310.793 votos (0,94%). Abertamente fascista, o CasaPound é parte de um fenômeno muito maior que vem se repetindo em vários países da Europa e agora ocorreu na Itália: o crescimento eleitoral de partidos antissistema, ultranacionalistas, extremistas de direita, anti-União Europeia, anti-imigração.
Nas eleições do dia 4, o Movimento 5 Estrelas (M5S) foi o partido individualmente mais votado, com 10,7 milhões de votos (32,66%). Populista de um jeito singularmente italiano, o movimento não pode ser rotulado como de esquerda ou de direita e foi fundado em 2009 pelo comediante Beppe Grillo para fazer contraposição aos partidos tradicionais. Suas principais bandeiras são o assistencialismo, a democracia plebiscitária por meio da internet e uma rediscussão das regras econômicas europeias. O atual líder do M5S, Luigi Di Maio, de 31 anos, vice-presidente da Câmara e candidato a primeiro-ministro, é filho de um militante do msi. O M5S disputou a eleição sem fazer aliança com outros partidos e, mesmo tendo obtido o maior número de votos, pode terminar fora do governo.
A coalizão com maior número de votos foi a de centro-direita, em que o partido nacionalista e xenófobo Liga foi o mais bem votado. Criado em dezembro a partir do grupo separatista Liga do Norte, o partido obteve 5,7 milhões de votos (17% do total) para a Câmara dos Deputados e superou pela primeira vez o Força Itália, do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, seu principal parceiro de coalizão, que obteve 14%. Pelo acordo entre os quatro partidos da coalizão, o líder da Liga, Matteo Salvini, pode se tornar primeiro-ministro se convocado pelo presidente Sergio Mattarella a formar governo. Da aliança, faz parte também o partido ultranacionalista Irmãos da Itália (FDI), rotulado pelos seus críticos de “fascista”, mas que não se assume como tal. O FDI recebeu 1,4 milhão de votos para a Câmara, assegurou 19 cadeiras e mais que dobrou de tamanho em cinco anos. Em 2013, o FDI tivera 666 mil votos para a Câmara e conseguira eleger nove deputados. Outra coalizão fascista, Itália aos Italianos, teve 126.207 votos ou 0,38% — bem melhor do que concorrentes com grande tradição na Itália, como o Partido Comunista, que recebeu apenas 106.182 votos para a Câmara.
No comício de encerramento do CasaPound, o primeiro a discursar foi Mauro Antonini, candidato a presidente da região do Lácio (equivalente a governador). Ele prometeu reestatizar os serviços públicos da região onde fica Roma (na votação de domingo, Antonini teve 0,8% dos votos, e o atual presidente do Lácio, Nicola Zingaretti, de centro-esquerda, foi reeleito). O segundo e último a subir no palanque, cercado de seguranças com coletes vermelhos, foi o secretário-geral do CasaPound, Simone Di Stefano, candidato a primeiro-ministro pelo partido. Recebido com gritos de “Obrigado”, Di Stefano, um artista gráfico de 41 anos, barba e cabelo bem aparados, usava um sobretudo escuro e gravata violeta. Ele denunciou uma conspiração da União Europeia e das multinacionais para “escravizar”os trabalhadores e pôr fim à civilização italiana. “As multinacionais pagam € 800 de salário, transformam os trabalhadores em escravos, com a aprovação da esquerda. Se uma multinacional quiser demitir 500 pais de família, vamos intervir, tomar as máquinas dela e todos continuarão trabalhando. É isso que tem de fazer um Estado soberano, dizer para essas multinacionais irem fazer isso no Camboja; aqui não”, discursou Di Stefano. Ele prometeu ainda benefícios para as famílias terem mais filhos; restituir a proteção contra demissão sem justa causa, abolida pela reforma trabalhista; continuar restringindo a cidadania ao direito de sangue, ou seja, só para os filhos de italianos; e expulsar imigrantes. 
Os discursos do CasaPound têm a virtude de serem curtos. Di Stefano terminou o seu em 15 minutos. Uma moça em cadeira de rodas foi erguida ao palanque, para ficar ao lado do dirigente, enquanto o hino nacional era entoado com fervor pelos presentes. “Estamos prontos para a morte, a Itália chamou”, foram os últimos versos. Di Stefano concedeu então uma entrevista a época. Ele nunca ouviu falar em Jair Bolsonaro. “Mas, se é um nacionalista no Brasil, está em sintonia conosco.” Sobre o ex-presidente Lula, respondeu com a habitual desconfiança em relação aos meios de comunicação, acusados pelo CasaPound de fazer uma cobertura injusta do movimento. “O que sei sobre Lula é o que sai no noticiário da grande imprensa, que eu não posso verificar. Tudo o que chega à Itália é filtrado.”
Di Stefano é um crítico dos resultados obtidos pela Operação Mãos Limpas (1992-1994), na qual se inspirou a Lava Jato. “Desmantelaram a Primeira República”, afirmou, referindo-se ao sistema político que vigorou entre o restabelecimento da democracia, no fim da Segunda Guerra Mundial, e o encerramento da operação, em 1994. “Havia muitos ladrões, mas havia também muitos estadistas, que lutavam pela soberania desta nação muito mais que os partidos de hoje em dia”, lamentou. “Os políticos da Segunda República venderam tudo aos estrangeiros: o Estado, a lira, as empresas públicas”. O passado em que a Itália era governada por Il Duce é uma referência ainda melhor, na visão de Di Stefano. “Esta cidade, assim como esta nação, está repleta de hospitais, estádios, linhas do metrô construídos por Mussolini. A Itália funcionava melhor do ponto de vista econômico, social e industrial. Olhamos aquele passado para buscar soluções para o futuro.”
Os militantes do CasaPound denunciam a “escravização” dos trabalhadores italianos pelas multinacionais (Foto: Tiziana Fabi/Afp)
O slogan de campanha do CasaPound, “Primeiro a Itália”, assim como a hostilidade do movimento à globalização, lembra Donald Trump. Di Stefano disse que o presidente americano “está fazendo algumas coisas boas, como trazer as fábricas de volta aos Estados Unidos”, mas faz ressalvas ao governo Trump: “Não gostamos de jeito nenhum de sua política externa. Pensávamos que haveria mudança de rumo, mas continuam fazendo exatamente as mesmas coisas que antes”. Na fachada da sede do movimento, há uma bandeira da Síria. O grupo apoia o regime de Bashar al-Assad e está alinhado com o presidente da Rússia. “Vladimir Putin seria um parceiro estratégico extraordinário dos pontos de vista militar e energético. Fora da União Europeia, há todo o mundo: a Rússia, o Japão, a China, os Estados Unidos, o Canadá, a América do Sul… Aqui se tem a impressão de que sair da ue significaria precipitar-se no mar. Não. Há o planeta todo.”
Apesar das semelhanças, o grupo não se identifica com os movimentos ultranacionalistas europeus. “CasaPound tem uma visão socialista”, disse Di Stefano. “Portanto, ele se contrapõe muito ao liberalismo e à globalização. Temos poucas relações com movimentos estrangeiros que não fazem uma crítica ao liberalismo econômico.” Na França “a Frente Nacional (de Marine Le Pen) faz, um pouco”, disse ele. “Alternativa para a Alemanha, não. Geert Wilders (líder ultranacionalista da Holanda) é um liberal, nada a ver. O Ukip(partido do Reino Unido que fez campanha pelo Brexit) parece simpático, mas é a expressão do setor financeiro, do liberalismo”. Ao mesmo tempo que faz discurso antiliberal, o CasaPound tenta revestir suas propostas de uma roupagem humanitária. “Muitos países africanos são vítimas das grandes multinacionais e do capital, que só exploram suas riquezas”. Ele disse que não expulsaria os imigrantes com empregos formais na Itália. “Simplesmente temos aqui na Itália 500 mil que não têm nenhum futuro, que arriscam acabar na rua, pedindo esmola ou vendendo drogas”, afirmou. “Vamos criar para eles um futuro na África, com investimentos em grandes projetos de infraestrutura, que fazem muita falta lá.”
Liga, CasaPound, M5S e todos os movimentos populistas, nacionalistas e fascistas italianos se unem na defesa dos direitos dos trabalhadores a salários “dignos”, dos contratos estáveis e na luta contra a precarização. A base eleitoral deles é a mesma de Trump e dos grupos ultranacionalistas europeus: os trabalhadores brancos que se sentem prejudicados pela globalização. O encanador Andrea Tosi, de 43 anos, viajou 200 quilômetros, de sua cidadezinha de Grosseto, na Toscana, até Roma para assistir ao comício de encerramento do CasaPound. “Gosto bastante do CasaPound porque faz parte da nossa identidade”, disse Tosi, que viveu no Brasil entre 1996 e 2016. Desde que voltou para a Itália, ele não conseguiu emprego e considera que os imigrantes, ao aceitar salários muito mais baixos, roubam os empregos dos italianos. “Aqui, se as coisas não mudam, vai acabar nossa cultura. Essa é a nossa cultura”, disse Tosi, apontando para o Panteão, que abriga os túmulos de alguns heróis italianos — entre eles, o pintor renascentista Rafael e o primeiro rei da Itália, Vítor Emanuel ii, “pai da pátria”. “A gente ama isso. Nós, os brasileiros, os argentinos, temos a mesma origem. Os islâmicos não têm respeito pela nossa cultura. Os africanos não entendem.” Por muito tempo, os italianos do norte, mais ricos, desdenhavam dos compatriotas mais pobres, referindo-se ao sul da Itália como a África. Hoje, para uma parcela crescente, a África é apenas a África.
FONTE:https://epoca.globo.com/mundo/noticia/2018/03/eleicoes-na-italia-confirmam-crescimento-de-fascistas.html

terça-feira, 20 de março de 2018

Morte em Itapipoca


Resultado de imagem para CASA DR. PERILO TEIXEIRA

Texto publicado em 20 de Janeiro 2015,  JORNAL "O ESTADO"
Nem só de vida vive a morte. Ela mata também a história, as tradições, o patrimônio público…


Esse tipo de fenecimento, entretanto, não vem do além, mas sim de mãos humanas, ou seria melhor dizer, da indiferença cultural, fruto da ignorância e da falta de educação.
O fato é que não estamos acostumados/educados a preservar a nossa história, poucas são as cidades que se preocupam com a referida preservação, como Olinda, por exemplo.
Uma das formas de proteger as coisas ou os locais é o tombamento, que, segundo Hely Lopes Meirelles, “é a declaração pelo poder público do valor histórico, artístico, paisagístico, turístico, cultural ou científico das mencionadas coisas ou lugares. Nesse sentido, prescreve o art. 226, § 1º da Constituição Federal de 1988: “o poder público, com a colaboração da comunidade, promoverá e protegerá o patrimônio cultural brasileiro, por meio de inventários, registros, vigilância, tombamento e desapropriação e de outras formas de acautelamento e preservação”.
Em Itapipoca, a conhecida Terra dos Três Climas, a preservação do patrimônio histórico está sendo preterida pela mera especulação imobiliária. Pessoas endinheiradas – na maioria novos ricos – de curta visão social, estão comprando casas de relevante valor cultural para transformá-las em nada ou em espaços vazios, como estacionamentos.
Onde está o poder público? Pasmem: está flertando perigosamente com o “destombamento” da casa e do escritório de advocacia do grande itapipoquense Perilo Teixeira. Não há na cidade uma política de preservação do patrimônio público, até mesmo a Biblioteca, pública entregue na distante gestão do capitão Francisco Pinheiro Alves está com as obras de reconstrução paralisadas. A residência do ilustre Gerardo Barroso desapareceu.
Como disse Rodrigo Melo Franco de Andrade “a cultura de um povo é seu maior patrimônio. Preservá-la é resgatar a história, perpetuar valores, é permitir que as novas gerações não vivam sob as trevas do anonimato”.
Na ausência da aludida política de preservação, os órgãos estatais (Ministério Público, sobretudo) devem ser procurados, com urgência, antes que, literalmente, “a casa caia”.
Não se pode esquecer, ainda, que o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) tem por missão institucional promover e coordenar o processo de preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro para fortalecer identidades, garantir o direito à memória e contribuir para o desenvolvimento socioeconômico do País.
Como orienta o hino itapipoquense: “avante Itapipoca, avante!”.


Fonte:http://www.oestadoce.com.br/opiniao/morte-em-itapipoca

quinta-feira, 8 de março de 2018

O DIA 8 DE MARÇO É DESDE 1975, COMEMORADO PELAS NAÇÕES UNIDAS COMO DIA INTERNACIONAL DA MULHER


Resultado de imagem para dia internacional das mulhere

O dia da mulher é mais que um dia de comemoração, é dia de revindicação de direitos, visto que, mesmo em um mundo moderno, velhas práticas ainda estão em nosso meio. Vivemos em uma sociedade historicamente machista onde a figura feminina fica quase sempre em segundo plano.
A mulher está em todas as grandes conquista da humanidade. Na pré-história foi a mulher com sua observação apurada percebeu que os frutos produziam sementes e estas poderiam germinar e gera novas vidas, esta ação contribui eficientemente para iniciar a primeira grande revolução humana à revolução agrícola.
Já na passagem de Cristo por este mundo, percebemos a presença feminina nos cuidados afetuosos de sua mãe Maria, que ficou ao seu lado do nascimento até a sua crucificação, assim como Maria Madalena que em nenhum momento negou Jesus.
No século XIX as mulheres trabalhavam até 16 horas por dia nas indústrias têxteis e tinham o salário três vezes menor que a remuneração de um homem em uma mesma atividade. Hoje estas grandes guerreiras ainda são desvalorizadas, mesmo com um grau de escolarização maior que os homens, a sociedade ainda tem a figura do homem como o individuo superior. A mulher muitas vezes, em atividades laboral semelhante ou igual as ocupadas pelos homens, continua com um salário menor e pouco se ver a presença feminina em cargos de chefia. Portanto o 08 de março deve se principalmente um dia de luta.


FELIZ DIA DAS MULHERES

Prof. Ednardo Júnior

quarta-feira, 7 de março de 2018

PROFESSOR PESQUISADOR


O PROFESSOR PESQUISADOR E A SUA 
PRÁTICA DOCENTE


A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, sapatos e atividades ao ar livre
A docência é uma atividade complexa e desafiadora, o que exige do professor uma constante disposição para aprender, inovar, questionar e investigar sobre como e por que ensinar. Numa sociedade de constantes mudanças e infinitas incertezas, as exigências para o exercício da docência têm sido cada vez maiores, ocasionando a avaliação do modelo dos cursos de formação de professores e do perfil do profissional que se pretende formar. Uma das possibilidades tem sido a formação do professor reflexivo e pesquisador.
Pesquisa é um conjunto de ações que visam à descoberta de novos conhecimentos em uma determinada área. No meio acadêmico, a pesquisa é um dos pilares da atividade universitária, em que os pesquisadores têm como objetivo produzir conhecimento para uma disciplina acadêmica, contribuindo para o avanço da ciência e para o desenvolvimento social.
A ideia de um professor pesquisador mostra a importância da investigação no processo educacional, atividade esta que deve estar alem dos muros da universidade e fazer parte do dia a dia do professor. Devemos então discutir acerca do professor pesquisador, e sua contribuição na aprendizagem dos educando.
O professor contemporâneo não pode ser um simples transmissor de conhecimento já preparado por um pesquisador, a pesquisa-ação deve ser um habito na vida deste novo profissional.
Segundo Freire (2002) “Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino”. Portanto existe uma relação intima de dependência entre as duas formas de aprender.
O professor ainda é visto como aquele que coloca na prática o que diz o pesquisador que sequem modelos clássicos, desconhecendo a prática da sala de aula, quando o correto seria que o professor também produza conhecimentos, a parti de pesquisa metodológica afim elabora sua pratica dentro da comunidade escolar.
Paulo Freire (1985) afirma que educar é formar seres pensantes, assim o ato de pesquisa seja pelo professor seja pelo aluno, pode qualificar o individuo, transformando em um ser critico e ciente de seus próprios pensamentos.       
A formação na prática docente tem a necessidade de realizar reflexões acerca das diferentes dimensões da formação e da pratica docentes e de saberes.
Portanto, na formação vigente, existe uma divisão hierárquica, onde o conhecimento cientifico fica a frente das aplicação praticas do conhecimentos, quando o correto é lançar um junção desta atividade construindo a figura do professor-pesquisador.




Prof. Ednardo Júnior

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Eu fui seu professor!!!








Eu fui seu professor!!!
Fui aquele que pediu para você virar para frente, parar de conversar, prestar atenção. Aquele que pediu para você refazer algumas respostas, pois acreditava que poderia fazer melhor! Aquele que o fez escrever, ler, discutir, pensar, que lhe deu tarefas e ficou triste quando você não as fez. Chamou a sua atenção, repetiu mil vezes as mesmas coisas....
Fui o “professor exigente”...Sabe por quê? Porque o amava e me preocupei com você, com seu futuro; quis que aprendesse e fosse uma pessoa sensacional.
Quando você puder compreender isso, talvez eu já não esteja ao seu lado, mas espero que se lembre de que, um dia, eu me importei com você, que convivemos, estivemos juntos e que tentei ensinar-lhe mais do que o conteúdo da disciplina.
Afinal, minha função é formar cidadãos conscientes e ativos para uma sociedade mais justa.




quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Censo Escolar da educação básica 2017


Deborah Fortuna

MEC divulga dados do Censo Escolar da educação básica

São apresentados resultados do número de escolas, de matrículas e de professores

Coletiva de imprensa com a divulgação dos dados do Censo Escolar da Educação Básica. Maria Inês, presidente do Inep, Maria Helena de Castro, ministra da Educação em exercício, Rossieli Soares, secretário da educação básica e Carlos Moreno, diretor de estatísticas do Inep.
O Ministério da Educação (MEC) divulgou, nesta quarta-feira (31), o Censo Escolar da Educação Básica. A pesquisa anual do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) é feita para monitorar, avaliar e elaborar políticas públicas educacionais no país. O país conta com 184,1 mil escolas — sendo que a maior parte (112,9 mil, o que equivale a dois terços) é de responsabilidade municipal.
Do total de colégios, 21,7% são particulares. 116 mil instituições de ensino oferecem ensino fundamental. O ensino médio é oferecido em 28,5 mil instituições de ensino que atendem 7,9 milhões de matriculados, dos quais 7,9% têm atividades em tempo integral (em 2016, eram 6,4%). Já no ensino fundamental, que tem 48,6 milhões de matriculados, a taxa de alunos em período integral é de 13,9%. O MEC, no entanto, comemorou o aumento das matrículas em escola de tempo integral em escolas públicas de todo o país e atribuiu esse aumento à Política de Fomento às Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral. Só neste ano, segundo a ministra em exercício, foram liberados R$ 406 milhões para apoiar estados na implementação dessas unidades.
A queda no número de matriculados no ensino médio foi tema bastante discutido na entrevista coletiva. "O ensino médio vem sendo o grande gargalo da educação brasileira. Iniciamos o século 21 e o problema permanece. O que esse dado está mostrando é algo extremamente preocupante", afirmou a ministra em exercício da Educação, Maria Helena de Castro.
Um dos problemas apontados por ela e que deve ser analisado é o alto índice de jovens inativos, ou seja, aqueles que não trabalham nem estudam. "Chama a atenção pela quantidade. Por isso que o MEC colocou na sua prioridade de agenda a reforma do ensino médio, uma série de ações e a base curricular", disse a ministra.     
Outro grande problema é a questão de que muitos alunos estão na escola, mas na idade escolar errada. Segundo os dados do INEP,  isso ocorre tanto pela reprovação quanto pela alta taxa de abandono escolar, principalmente após o ensino fundamental. De acordo com o censo, nos anos iniciais, observa-se menores taxas de distorção nos estados de Minas Gerais, Mato  Grosso e São Paulo, onde, respectivamente, 69,1%,  61,7% e 56,6% dos municípios apresentaram taxas menores que 5%. 
Já nos anos finais, há uma piora nas estatísticas, em que apenas cinco estados têm algum município com taxas de distorção idade-série inferior a 5%. Os indicadores de aprovação também caíram nesta etapa. Para a presidente do INEP, Maria Inês Fini, há uma cultura de reprovação na sociedade. E isso faz o aluno ficar ainda mais desmotivado e abandonar o colégio."É uma crença de que a reprovação agrega conhecimento. E é o contrário. Temos uma difusão da ideia de que a escola boa é a escola que reprova, mas não. Escola boa é aquela que ensina todos os alunos diferentes, na idade prevista, aquilo que eles têm que aprender", disse Fini. "A aprovação revela a trajetória de sucesso dos alunos. E a reprovação aponta a necessidade de renovar os caminhos", completou. 
O levantamento foi detalhado em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (31), pela ministra da Educação em exercício, Maria Helena Guimarães de Castro.  Foram apresentados os principais números do levantamento estatístico realizado em 2017 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Problemas de acessibilidade e estrutura
Chama a atenção a redução no número de pré-escolas (de 106.204, em 2016, para 105.200, em 2017) e de escolas de educação infantil (de 117.191 para 116.472). Ao mesmo tempo, houve crescimento na quantidade de creches, que saltaram de 65.249 para 67.902. As últimas, porém, se destacam pela precariedade em relação à estrutura, pois 61,1% têm banheiro adequado à educação infantil e apenas 33,9%, berçário. Na educação infantil, a realidade não muda muito, pois só 32,1% das escolas contam com banheiro adequado a alunos com deficiência ou mobilidade reduzida. Mas o Censo aponta uma evolução das matrículas na educação infantil, especialmente nas creches. 
Entre as escolas do ensino fundamental, o número de matrículas caiu. Um dado marcante em infraestrutura é o número de unidades com rede de esgoto: menos da metade (41,6%). Outros 52,3% dispõem apenas de fossa, enquanto 6,1% das escolas não têm sistema de esgoto sanitário. Os estados da região Norte são os mais afetados por essa carência estrutural, o que se explicaria, principalmente, pela menor presença de rede pública de abastecimento nesta região. 

Docentes
Mais de 2,2 milhões de professores dão aulas na educação básica brasileira e a grande maioria é formada por mulheres. Cerca de 80% dos docentes são do sexo feminino, sendo que destas, mais da metade possui 40 anos de idade ou mais. 
Entre os números das estatísticas do Inep, o percentual de professores com formação mais adequada para língua estrangeira nas turmas dos anos iniciais do fundamental foi o mais baixo entre todas as disciplinas: apenas 42% estão devidamente preparados. O melhor resultado do indicador é para educação física (69,8%). 
Para os anos finais do ensino fundamental, o Indicador de Adequação da Formação Docente demonstrou que o pior resultado se dá para a disciplina de artes, já que apenas 31,5% dos docentes possuem a formação adequada para ensinar a matéria. O melhor resultado é observado em língua portuguesa: 62,5% dos dos professores possuem a formação mais adequada.
No ensino médio, a maior carência no indicador está em sociologia, em que apenas 27,1% têm a formação necessária. Os melhores resultados do indicador de formação são observados para as disciplinas biologia, língua portuguesa, educação física, matemática e geografia, com percentuais acima de 70%. 


Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br

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