sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

No Brasil, a carreira de professor está se tornando uma passagem, um momento de transição para outras funções

No Brasil, a carreira de professor está se tornando uma passagem, um momento de transição para outras funções. O profissional fica no magistério somente até conseguir um cargo mais bem remunerado e provavelmente menos estressante. Prova disso é que 25% dos docentes brasileiros têm menos de 30 anos e apenas 12% estão com idade acima de 50, bem diferente do que ocorre em outros países. Aqui, o professor ingressa no magistério ainda jovem, mas em poucos anos, deixa de ver perspectivas.


A categoria está entre as mais sensíveis à síndrome de burnout. São profissionais que entram na educação movidos pelo desejo de mudança social e lidam diariamente com o desalinhamento entre o sonho e a impossibilidade de alcançá-lo, entre a impotência diante do sistema de ensino e a cobrança da sociedade. Por exemplo, no Distrito Federal, só no primeiro semestre de 2014, foram emitidos 16,4 mil atestados médicos para professores da rede pública – o que significa mais da metade dos 32 mil concursados. Esses dados se repetem pelos estados e municípios brasileiros. A segunda consequência é a perda de talentos, uma vez que muitos dos profissionais acabam aceitando propostas de trabalho em outras áreas.


A baixa remuneração é a gota d’água num contexto desastroso, que combina elementos como superlotação das salas de aula, aumento da indisciplina e do desrespeito pelos mestres, indiferença das famílias e desprestígio social da profissão, falta de estrutura e de recursos nas escolas e o próprio despreparo dos professores para lidar com os desafios educativos de hoje. Esse quadro tem como primeira consequência o chamado “mal-estar docente”: cada vez mais professores adoecem com problemas psicológicos associados a estresse, exaustão emocional, depressão, cansaço crônico e frustração.

No Brasil, faltam 150 mil professores em disciplinas como química, biologia, física e matemática. No total, estima-se que haja carência de 300 a 400 mil professores nas salas de aula. A solução para que os alunos não fiquem sem fazer nada é recorrer a profissionais sem a devida formação. De acordo com o Censo Escolar 2013, o Brasil tem quase meio milhão de professores ativos sem diploma de graduação, o que equivale a 21,9% do total de 2 milhões de docentes.

Esse cenário funciona como barreira de entrada para novos talentos. Uma pesquisa da Fundação Carlos Chagas mostrou que apenas 2% dos jovens brasileiros querem ser professores. É justamente o oposto do que ocorre na Coreia do Sul, país que lidera os rankings da educação, onde a profissão é tão disputada que fica restrita aos jovens que mais se destacam nos estudos. É extremamente preocupante constatar que muitos dos calouros brasileiros que optam pela carreira de professor são aqueles que não teriam chance de cursar o ensino superior em outras áreas.

Fontes:
g1.globo.com 

http://www.noticiasparaprofessores.com/2017/12/no-brasil-carreira-de-professor-esta-se.html?m=1

domingo, 7 de janeiro de 2018

A influência musical na atual sociedade.



Prof: Ednardo Junior




Pertenço a uma geração que escutava tocar nas rádios Legião Urbana, Ultraje a Rigor, Engenheiros do Havaí, Cássia Elen, Cazuza dentre outros grandes nomes da música popular brasileira. As letras produzidas para dar conteúdo às músicas brotadas entre as décadas de 1980 e 1990 traziam mensagens de cunho político, social e econômico. A situação da política nacional era o principal tema abordado. Sem dúvida a música popular brasileira, neste período, foi uma forma de expressão forte do sentimento de insatisfação da população que trabalhava duro pra sobreviver, pagava impostos e sonhava em ter o mínimo de conforto no dia a dia.
Do outro lado desta mesma sociedade, ficava a elite inalcançável, a classe política, um grupo que tem o poder de mudar as leis, pois é bem mais fácil adaptar a classe dominada as novas regras que mudar as regalias e benefícios geridos apenas para a classe dominante;

Nas favelas, no Senado

Sujeira pra todo lado

Ninguém respeita a Constituição

Mas todos acreditam no futuro da nação (Legião Urbana,1987)

 

Iniciamos agora mais um ano, e o que esperar para 2018? Se outrora a nossa MPB fazia a mente do jovem pensar em tempos melhores, como dizia Renato Russo, “Somos tão jovens” e “Não temos tempo a perder” portanto devemos seguir  “Sempre em frente” (1986). Hoje, nos deparamos com uma diversidade de letras de cunho imoral incentivando a desonra, a traição, a embriaguez tirando a inocência das nossas crianças com músicas e letras que não trazem nenhuma mensagem relevante a nossa construção cultural.

Não precisamos muito tempo pesquisando para encontrar pérolas da música brasileira extremamente popular entre a atual juventude. Na primeira pesquisa encontrei uma desta celebridade,  MC Pikachu, ingressou na carreira do funk ousadia no ano de 2014, aos 15 anos causou polêmica devido às letras de conteúdo explicitamente pornográfico em algumas músicas, mais notável na canção "Tava na Rua", onde também fez referências à drogas ilícitas. Vamos ver um trecho:

 

Tava na rua fumando um baseado

Chegou a novinha me pediu pra dá uns trago

Eu falei assim: Vamos faze um acordo

Dá a buceta pra mim e o cú e fuma o beck todo(MC Pikachu, 2015)

 

Ainda nos festejos de ano novo tive o desprazer de sentar em uma barraca de praia e deparei-me com uma família em seu momento de lazer onde os pais estavam em total descontração com seus filhos. Os homens adultos sentados ao redor de uma mesa degustando uma cerveja gelada em companhia de suas esposas enquanto as crianças brincavam na areia. Até ai tudo bem, acredito ser bastante saudável esta reunião familiar, o problema “a meu ver” era a música que embalava este momento de ternura familiar, letra e música era de autorias de um cidadão chamado Phabullo Rodrigues da Silva, conhecido por seu nome artístico Pabllo Vittar, no qual o refrão diz assim; “Tô preparada pra atacar, quando o grave bater, eu vou quicar, na sua cara vou jogar e rebolar”(2017).

Fico na minha ignorância tentando imaginar qual será o futuro de uma sociedade com práticas culturais tão pobres a ponto de eleger a cantora Anitta,   mulher do ano de 2017, em um mesmo ano que a professora a Heley de Abreu Silva Batista, de 43 anos, morre tentando salvar crianças em uma creche de Mato Grosso, esta heroína, enfrentou um indivíduo insano, na esperança de   impedir que ele  jogasse álcool e, depois, fogo em seus alunos. Por este ato heroico em defesa de várias crianças, ganhou seus 15 minutos de fama e depois caiu no esquecimento da opinião pública.

Pra não dizer que estou sendo injusto dei uma olhadinha na letra de algumas músicas da cantora Anitta, afinal a mesma merecedora de tamanha honraria, nada mais justo apreciar a obra cultural produzida por esta artista;

 

Vai, malandra, an na

Ê, tá louca, tu brincando com o bumbum

An an, tutudum, an na

Vai, malandra, an na

Ê, tá louca, tu brincando com o bumbum

An an, tutudum, an na(2017)

 

Juro que tentei ler um pouco mais, até procurei outras mísicas de autoria desta ilustre representante da atual música popular brasileira, mas acredito que minha inteligência não acompanha esta modernidade, pois na real, não entendi nada.

Para concluir, acredito que devemos celebrar, afinal é o inicio de um novo ano, um novo sol, uma nova era, quem sabe até um recomeço. Foi ai que lembrei de uma outra música que ouvia na minha adolescência, “Perfeição” (Renato Russo,1993):

 


Vamos celebrar a estupidez humana. A estupidez de todas as nações.

O meu país e sua corja de assassinos covardes. Estupradores e ladrões. Vamos celebrar a estupidez

do povo. Nossa polícia e televisão.

Vamos celebrar nosso governo. E nosso estado que não é nação. Celebrar a juventude sem escola,

as crianças mortas.

Celebrar nossa desunião. Vamos celebrar nossa tristeza. Vamos celebrar nossa vaidade Vamos

comemorar como idiotas, a cada fevereiro é feriado.

Todos os mortos nas estradas. Os mortos por falta de hospitais. Vamos celebrar os preconceitos.  O

voto dos analfabetos.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Independência ou Morte!


 
 
A História Secreta da Independência
 
O grito do Ipiranga, segundo o quadro de Pedro Américo
 
 
“Laços fora, soldados! Pelo meu sangue, pela minha honra, juro fazer a liberdade do Brasil. Independência ou morte!”, nestes termos Dom Pedro firmou seu compromisso com o povo brasileiro, às margens do Ipiranga, às 16h30 de 7 de setembro de 1822, em meio às espadas erguidas dos militares que com ele formaram um pálio de aço abrigando o recém nascido Império Brasileiro que nascera politicamente dias antes no mês de Agosto.
A independência brasileira foi resultado direto da ação do movimento maçônico e a história oficial tem ignorado o papel fundamental do líder maçônico Joaquim Gonçalves Ledo. Hoje, as informações disponíveis já permitem uma posição equilibrada, capaz de reconhecer tanto o valor de Gonçalves Ledo, quanto o de José Bonifácio.
O avanço das ideias liberais, estimulado no mundo inteiro pelas maçonarias inglesa e francesa, já era inevitável. Os velhos regimes coloniais e as monarquias absolutistas estavam com os dias contados. Em Portugal, a revolução liberal de 1820 alterou radicalmente a situação e as Cortes (parlamento) portuguesas passaram a pressionar Dom João VI. Quando finalmente o rei deixou o Brasil e voltou para Lisboa, em abril de 1821, as Cortes pretendiam fazer a sociedade brasileira voltar à situação de simples colônia, depois de haver sido sede do Império, e isso acelerou a ruptura.
O príncipe regente Dom Pedro fora aconselhado por seu pai a chefiar a independência caso esta fosse inevitável. Em 9 de janeiro de 1822, ele cedeu a um movimento organizado por José Joaquim da Rocha e outros maçons e desobedeceu os decretos 124 e 125 das Cortes portuguesas, que alteravam a estrutura administrativa do Brasil e mandavam que o príncipe regente voltasse imediatamente a Portugal.
“Diga ao povo que fico”, anunciou Dom Pedro, firmando uma aliança com os maçons.
Em 13 de maio, a loja maçônica “Comércio e Artes” deu a Dom Pedro o título de “Defensor Perpétuo do Brasil”. Crescia a influência de Joaquim Gonçalves Ledo. Poucos dias depois, José Bonifácio assumiu o cargo de ministro do Interior e do Exterior.
Joaquim Gonçalves Ledo, nascido no Rio de Janeiro em 1781, estudou medicina em Coimbra, mas voltou ao Brasil antes de terminar o curso, colocando-se em pouco tempo à frente da luta pela independência e fazendo da maçonaria o centro das novas ideias. Em setembro de 1821 fundou o jornal Revérbero Constitucional Fluminense, que teve grande influência no surgimento de uma consciência nacional brasileira. Em 1821, liderou uma revolta republicana fracassada; no ano seguinte, estabeleceu aliança com Dom Pedro e José Bonifácio em torno de uma independência com monarquia, embora houvesse um grande número de republicanos entre os maçons.
Em 2 de junho de 1822, meses depois do Dia do Fico, Bonifácio criou o Apostolado, organização semelhante à maçonaria, e nomeou Dom Pedro como seu chefe, com o título de “arconte-rei”. Meses antes do dia sete de setembro, um dos lemas do “Apostolado da Nobre Ordem dos Cavaleiros da Santa Cruz” era, significativamente, “Independência ou Morte”. Como parte do juramento prestado ao ingressar na ordem, cada novo membro do apostolado dizia:
“Juro promover, com todas as minhas forças e a custo da minha vida e riqueza materiais, a integridade, a independência e a felicidade do Brasil, como império constitucional, opondo-me tanto ao despotismo que o altera como à anarquia que o dissolve. Assim Deus me ajude.”
As palavras do grito do Ipiranga, em 7 de setembro, seriam, mais tarde, praticamente uma renovação desse compromisso por parte do futuro imperador. Gonçalves Ledo e os principais líderes do movimento emancipador eram membros do “Apostolado”. Em 17 de julho Ledo organizou as lojas maçônicas no Grande Oriente do Brasil e ofereceu o cargo de grão-mestre a José Bonifácio, ficando com a posição imediatamente inferior, de primeiro vigilante. Dom Pedro fora iniciado na maçonaria apenas no dia 2 de agosto, nascia o Irmão Pedro Guatimozin.
Em obediência à estratégia traçada por José Bonifácio, principal conselheiro do príncipe, em 1º de agosto, Dom Pedro assinou um “Manifesto aos Brasileiros”, redigido por Gonçalves Ledo, e um decreto tomando providências para a defesa militar e a vigilância dos portos brasileiros. Como proclamação da independência, o “Manifesto” é muito mais claro e poderoso que o Grito do Ipiranga, de 7 de setembro., e tem valor legal e oficial, que o evento do riacho não possui. O nome do autor do Manifesto está claramente estabelecido. O Barão do Rio Branco escreveu:
“Foi Ledo quem inspirou todas as grandes manifestações daqueles dois anos da nossa capital, quem instigou o governo a convocar uma constituinte e quem redigiu alguns dos principais documentos políticos, como o manifesto de 1º de agosto de 1822, dirigido por Dom Pedro aos brasileiros.”
No “Manifesto de Sua Alteza Real aos Povos deste Reino”, o príncipe regente proclama:
“Está acabado o tempo de enganar os homens. Os governos que ainda querem fundar o seu poder sobre a pretendida ignorância dos povos, ou sobre antigos erros e abusos, têm de ver o colosso da sua grandeza tombar da frágil base sobre que se erguera outrora... eu agora já vejo reunido todo o Brasil em torno de mim, pedindo-me a defesa dos seus direitos e a manutenção da sua Liberdade e Independência.”
Dom Pedro acrescenta:
“Acordemos, pois, generosos habitantes deste vasto e poderoso império. Está dado o grande passo da vossa independência e felicidade há tanto tempo preconizados pelos grandes políticos da Europa. Já sois um povo soberano; já entrastes na grande sociedade das nações independentes, a que tínheis todo o direito... a Europa, que reconheceu a independência dos Estados Unidos da América, e que ficou neutra na luta das Colônias Espanholas, não pode deixar de reconhecer a do Brasil (...). Que não se ouça entre vós outro grito que não seja União. Do Amazonas ao Prata que não retumbe outro eco que não seja Independência. Formem, todas as nossas províncias, o feixe misterioso que nenhuma força pode quebrar...”
No mesmo Manifesto de Primeiro de Agosto de 1822, o príncipe anuncia:
“Mandei convocar a Assembleia do Brasil, a fim de cimentar a Independência Política desse Reino, sem romper, contudo, os laços da Fraternidade Portuguesa; harmonizando-se com decoro e justiça todo o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, e conservando-se debaixo do mesmo Chefe duas Famílias, separadas por imensos mares, que só podem viver reunidas pelos laços da igualdade de direitos, e recíprocos interesses.”
Três dias depois do Manifesto, o Irmão Pedro Guatimozin ascendeu ao grau de mestre maçom. Em 7 de setembro, ocorreu o Grito do Ipiranga. Em 9 de setembro, em reunião maçônica no Grande Oriente do Brasil, Dom Pedro foi proclamado Imperador. Os acontecimentos se precipitaram. Em 18 de setembro ele escreveu a Dom João VI anunciando que o Brasil não obedeceria mais às Cortes portuguesas. Em 12 de outubro foi aclamado publicamente como imperador.
Todos esses dados, e inúmeros outros fatos que os reforçam, estão indiscutivelmente documentados e consensualmente estabelecidos. O Grito do Ipiranga, em setembro, é uma ratificação da Declaração da Independência feita mais de um mês antes.

Texto Adaptado por Bruno Macedo da Obra: A História Secreta da Independência, de Carlos Cardoso Aveline

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Escadas de Jacob

Escadas de Jacob


Escada de Jacob por William Blake(c. 1800, British Museum, Londres)
Jacob a sonhar - El sueño de Jacob(1639) de José de Ribera, no Museo del Prado, Madrid.
Escada de Jacob (em hebraico: Sulam Yaakov סולם יעקב) refere-se à escada mencionada na Bíblia (Gênesis 28,11-19), que se caracteriza o meio empregue pelos anjos para subir e descer do céu. Foi imaginada pelo patriarca Jacó num dos seus sonhos, depois de ter fugido da confrontação com o seu irmão Esaú: Quando Jacob teve essa visão durante o sono, de uma escada, cujos pés repousavam sobre a terra, e cujo topo chegava aos céus. Anjos continuamente subiam e desciam através dela prometendo-lhe a bênção de uma numerosa e feliz posteridade. Quando Jacob acordou, ele estava cheio de gratidão, e consagrou o local como a casa de Deus.

Origem

A descrição da Escada de Jacob aparece no Genesis 28:10-19,
"E saiu Jacob de Beer-Shéba, e foi a Haran. E chegou ao lugar ( Makom 13), e pernoitou ali, porque se havia posto o sol. E tomou das pedras do lugar, e colocou-as à sua cabeceira, e deitou-se naquele lugar. E sonhou, e eis que uma escada estava apoiada na terra, e seu topo chegava aos céus: eis que anjos de Deus subiam e desciam por ela. E eis que o Eter-no estava sobre ela, e dizia: “Eu sou o Eterno, DEUS de Abrão, teu patriarca, e D”S de Isaac. A terra sobre a qual tu estás deitado , a ti darei-a, e à tua semente . E será tua semente como o pó da terra, e te espalharás ao oeste, e ao leste, e ao norte, e ao sul. E se abençoarão em ti todas as famílias da terra, e em tua semente ... ”. E despertou Jacob de seu sono, e disse: “Certamente o Eterno está neste lugar, e eu não sabia. E temeu e disse; “Quão espantoso é este lugar! Este não é outro que a casa de Deus, e esta é o portal dos Céus ... e chamou o nome daquele lugar Betel.'"

Interpretações

Esta escada, tão marcante para a história do povo judeu, encontra o seu análogo em todas as antigas iniciações. Seja ela uma coincidência, ou uma teoria; ou se derivado de uma base comum de simbolismo, é certo que a escada como um símbolo de progresso moral e intelectual existia quase universalmente, apresentando-se como uma sucessão de degraus, ou portões, ou modificada de alguma outra forma. O número de degraus variava, embora o favoritismo tenha recaído sobre o número sete, provavelmente devido ao caráter mistico deste número aceito em quase todos os lugares.
Essa escada também é interpretada pelos cristãos como a prefiguração de Jesus Cristo (João 1.47-51), pois ele dá acesso ao Pai em um Espírito (Efésios 2.18), que é o único "mediador entre Deus e os homens" (1 Timóteo 2.5). O nome de Betel significa "a casa de Deus."

FONTE:https://pt.wikipedia.org/wiki/Escadas_de_Jacob

quarta-feira, 12 de julho de 2017

O sistema educacional brasileiro não promove a equidade

Sobram vagas e há alta rotatividade no corpo docente nas escolas que atendem alunos de baixo nível socioeconômico 



Primeiro Boletim da Fundação Lemann traz vários dados do cenário da educação com recortes inéditos por nível socioeconômico e mostra como o sistema educacional brasileiro não promove a equidade. 

Lançada nesta segunda-feira, 12 de junho, a análise "As desigualdades na educação no Brasil: o que apontam os diretores das escolas", feita pela Fundação Lemann, evidencia os desafios enfrentados pelas escolas que atendem alunos de baixo nível socioeconômico (NSE), contribuindo para a manutenção da inequidade na aprendizagem. Para mapear este tema, a Fundação Lemann analisou as respostas dos diretores escolares no questionário da Prova Brasil 2015, com a adição de dados do IBGE e de um capítulo inédito do estudo Excelência com Equidade sobre o assunto.
Confira o Boletim na íntegra aqui.
Fonte: http://www.fundacaolemann.org.br/boletim-educacional/?j=64833&e=ednardohistoriador@hotmail.com&l=1470_HTML&u=1044624&mid=7277802&jb=50&utm_source=&utm_medium=&utm_term=&utm_content=&utm_campaign=

domingo, 9 de julho de 2017

DICA DE FILME "Getúlio"


"Getúlio", Brasil, 2013
Direção: João Jardim
Sinopse do filme.
“Agosto de 1954. O jornalista de oposição e dono de jornal Carlos Lacerda, sofre atentado a bala na porta da sua casa em Copacabana. O pistoleiro erra o tiro e mata o major da Aeronáutica Rubens Vaz, que fazia a segurança de Lacerda. O presidente da República, Getúlio Vargas, é acusado de mandar matar o maior inimigo político do seu governo. Getúlio passa a ser pressionado por lideranças militares e pela oposição para renunciar ao mandato. As investigações mostram que a ordem para o atentado saiu de dentro do Palácio do Catete. O tenente Gregório Fortunato, chefe da guarda pessoal do presidente e seu homem de confiança há anos, é acusado. Ao lado da filha, Alzira Vargas, seu braço direito na presidência, e colaboradores fiéis como Tancredo Neves e o general Zenóbio da Costa, Getúlio tenta se manter no poder e provar sua inocência. Diante das ameaças que pedem a deposição imediata do presidente, o presidente comete ato extremo.” 
Veja o filme completo: 


segunda-feira, 3 de julho de 2017

Todos iremos envelhecer


idosos
O avanço da idade é inevitável. O processo pode ser mais avançado para um e menos para outros, mas todos iremos envelhecer. Já percebeu que algumas pessoas parecem mais velhas do que outras, mesmo tendo a mesma idade? Claro que todos querem prolongar a juventude o máximo que podem, mas como isso é possível? O segredo está nos hábitos. Veja o que você faz todos os dias e repare se os seus hábitos lhe ajudam a envelhecer com saúde e parecer mais jovem do que realmente é, como:
Cair em tentação na alimentação. Dormir demais. Não amar a si mesmo. Problemas com álcool. Não perdoar. Ser antissocial. Exercícios por obrigação.  Ser sério demais.
A idade pode trazer aquela melancolia, aquela tristeza… Mas não é sua culpa, certo? Então por que deixar tomar conta? Um dos principais fatores que envelhecem mais as pessoas é o mau humor, a tristeza. Remova isso de sua vida e substitua por um sorriso. Não leve tudo tão a sério, nem carregue nas costas os problemas dos outros. Lembre-se de ser otimista o tempo todo. Quanto mais otimismo tiver, mais jovial será. Onde quer que esteja, nunca perca a oportunidade de dar uma enorme gargalhada!
O poeta Mário Quintana disse: “A vida… é um dever que trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê já são seis horas há tempos… Quando se vê já é sexta-feira… Quando se vê passaram 60 anos!”
Uma repórter da Folha de São Paulo, entrevistando um idoso a ele perguntou: Qual o seu maior mal? Ele respondeu. A solidão.
O que é solidão?
Do latim sol?tas, a solidão é a falta de companhia. Essa falta ou carência pode ser voluntária ou involuntária. A solidão, por conseguinte, implica a falta de contato com outras pessoas. Trata-se de um sentimento ou estado subjetivo, tendo em conta que existem diferentes graus ou matizes de solidão podendo ser encarados de diferentes formas dependendo da pessoa.
Clarice Lispector disse: “Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite”. Clarice se sentia fortalecida, precisava ficar só, com certeza era para escrever ou se enganava por não ter outra saída.
Há quem diga que a solidão é um sentimento no qual uma pessoa sente uma profunda sensação de vazio e isolamento. A solidão é mais do que o sentimento de querer uma companhia ou querer realizar alguma atividade com outra pessoa não porque simplesmente se isola, mas porque os seus sentimentos precisam de algo novo que as transforme. Solidão não é o mesmo que estar desacompanhado. Muitas pessoas passam por momentos em que se encontram sozinhas, seja por força das circunstâncias ou por escolha própria. Estar sozinho pode ser uma experiência positiva, prazerosa e trazer alívio emocional, desde que esteja sob controle do indivíduo.
Enfoquemos então aquele mal respondido à repórter. O idoso e a solidão.
A terceira idade ou melhor idade, reassumiu um papel importante na sociedade tendo em conta a perda do importante papel social que os “mais velhos” outrora usufruíram e que na sociedade atual deixaram de ter. O Idoso, devido sua sabedoria e experiência de vida, era, no passado, uma pessoa respeitada e vocacionada para transmitir aos jovens os conhecimentos adquiridos ao longo de toda a vida.
Fácil é concluir que, no passado, o único meio de transmitir a experiência aos jovens era através dos “idosos”. Como na época não havia instituições ou escolas para o fazer, eram os mais velhos, os idosos, que desempenhavam o papel determinante na formação, e na transmissão das experiências e do conhecimento. Daí a sua importância social.
O aumento da longevidade, e as transformações sociais, econômicas e culturais sofridas após a revolução industrial, que se ficaram a dever ao desenvolvimento tecnológico e científico, levaram a uma organização social com uma maior especialização e a uma estratificação e segregação etária que atingiu, particularmente, a terceira idade.
Parte dos idosos passou a ser, para muitos, para sua própria família, um peso, um obstáculo, um encargo para a sociedade. Parte deles na atualidade, tornou-se uma população “poderosa”. Esta nova importância social que confere ao idoso poder, resulta de um conjunto de fatores: Econômicos; porque os seus consumos são mais elevados, especialmente no turismo e lamentavelmente, de medicamentos.  Cultural; pelos seus conhecimentos que em nada se assemelham com a situação existente no início do século. Aos 65 anos o idoso tem presentemente uma grande capacidade física e intelectual e fácil acesso à informação, fatores que facilitam a aquisição de conhecimentos e que, no futuro, se tenderão a aprofundar. Interventora; pela sua disponibilidade de tempo, o que lhes dá uma maior capacidade de intervenção social. Ética; por não ter nada a perder, hierarquias, cargos, privilégios ou carreiras. Social e Política; pelo seu número e as consequências que este tem nos atos eleitorais.
De acordo com cientistas, não estará longe do dia em que o “adulto envelhecido”, que hoje se situa a partir dos 60 anos, se esteja entre os 100 e os 130 anos.
A solidariedade entre gerações é determinante para o homem e para a sociedade. A solidariedade não pode ser encarada como mero respeito de uns para com os outros. A solidariedade tem muito a ver com a sobrevivência do homem e da sociedade. A terceira ou melhor idade não vai pretender compreensão, vai reivindicar participação. Mas pela sua cultura e ética vai, certamente, ser solidária com as outras faixas etárias.
Concluo de que deve haver um maior respeito por aqueles que nos legaram um vasto patrimônio familiar, amoroso, cultural que foram determinantes na educação de nossa geração.
Barbosa Nunes, advogado, ex–radialista, membro da AGI, delegado de polícia aposentado, professor e maçom do Grande Oriente do Brasil – barbosanunes@terra.com.br

FONTE:https://www.gob.org.br/todos-iremos-envelhecer-artigo-333-do-irmao-barbosa-nunes/

sábado, 1 de julho de 2017

SE O AMANHÃ NÃO VIER...




Se eu soubesse que essa seria a última vez que eu veria você dormir eu aconchegaria você mais apertado e rogaria ao Senhor que protegesse você.

Se eu soubesse que essa seria a última vez que veria você sair pela porta, eu abraçaria, beijaria você e chamaria de volta, pra abraçar e beijar uma vez mais.

Se eu soubesse que essa seria a última vez que ouviria sua voz, eu filmaria cada gesto, cada palavra sua, para que pudesse ver e ouvir de novo, dia após dia.

Se eu soubesse que essa seria a última vez, eu gastaria um minuto extra ou dois, para parar e dizer "Eu te amo", ao invés de assumir que você já sabe disso.

Se eu soubesse que essa seria a última vez que eu estaria ao seu lado, partilhando do seu dia, eu não pensaria: "Bem, tenho certeza que outras oportunidades virão, então eu posso deixar passar esse dia".

A gente sempre acredita que haverá um amanhã para se fazer uma revisão, correção de rumos ou dizer um para o outro: "Eu te amo".

O dia de amanhã não está prometido para ninguém, jovem ou velho...
Hoje pode ser sua última chance de segurar bem apertado a mão da pessoa que você ama.

Se você está esperando pelo amanhã, porque não fazer hoje?

Porque se o amanhã não vier, você com certeza se arrependerá pelo resto de sua vida de não ter gasto aquele tempo extra num sorriso, num abraço, num beijo, porque você estava "muito ocupado" para dar para aquela pessoa, aquilo que acabou sendo o último desejo dela.

Então, abrace seu amado, a sua amada hoje. Bem apertado. Sussurre nos seus ouvidos, dizendo o quanto o ama e o quanto o quer junto de você.

Gaste um tempo para dizer: me desculpe, por favor, me perdoe, obrigado, ou ainda, não foi nada, está tudo bem.


Porque se o amanhã jamais chegar, você não terá que se arrepender pelo dia de hoje, pois o passado não volta e o futuro talvez não chegue.


Autor desconhecido 
FONTE:https://www.pensador.com/se_o_amanha_nao_vier/

quarta-feira, 7 de junho de 2017

CAMINHOS PARA COMBATER A EVASÃO ESCOLAR

>> País contabiliza hoje mais de 1,5 milhão de jovens de 15 a 17 anos fora da escola
>> Maior parte dos diretores reconhece o problema, mas ações ainda não são suficientes
>> Visitas de alunos a colegas que abandonaram escola têm contribuído para redução da evasão



Ao lado dos baixos níveis de aprendizagem, a evasão escolar constitui um dos mais graves problemas do Ensino Médio. De acordo com o relatório “Cenário da exclusão escolar no Brasil”, que acaba de ser divulgado pelo Fundo das Nações Unidas pela Infância e Adolescência (Unicef), existem hoje no país 2,8 milhões de crianças e adolescentes fora da escola. Desse total, 57% (1,6 milhão) são jovens entre 15 e 17 anos.
Os dados revelam que a maioria dos estudantes abandona a escola antes mesmo de completar o Ensino Fundamental. Dos que ingressam no Ensino Médio, um percentual relevante não consegue avançar e acaba desistindo: segundo o Censo Escolar 2015, de cada 100 cem alunos dessa etapa, 12 são reprovados e oito abandonam a escola.
Um dado do relatório do Unicef reforça a importância do combate à exclusão escolar como estratégia de redução das desigualdades: 53% das crianças e adolescentes fora da escola vivem em domicílios com renda per capita de até ½ salário mínimo. Conforme abordamos na edição 5 do boletim Aprendizagem em Foco, entre os homens, o principal fator de risco de evasão é a inserção no mercado de trabalho e entre as mulheres, a gravidez.  (O perfil dos jovens fora da escola foi tema da edição 5 do boletim Aprendizagem em Foco: bit.ly/AprendizagemFoco5)
CAUSAS DA EVASÃO
Dados tabulados pelo Instituto Unibanco das respostas dos diretores ao questionário do Saeb indicam que grande parte dos gestores tem encontrado dificuldades para lidar com o problema: 41% dos estudantes estudam em escolas onde os diretores dizem que as soluções adotadas para reduzir o abandono ainda são insatisfatórias. Outros 5% estão em escolas onde os gestores reconhecem que, apesar de haver esse problema, nada ainda foi feito para combatê-lo. Apenas 24% consideram os resultados de ações contra o abandono satisfatórios.
Para formular ações que efetivamente contribuam para diminuição da evasão escolar, é fundamental que a gestão busque compreender as causas que estão levando os alunos a largarem os estudos. Cada escola tem suas particularidades, com suas fragilidades e potências, e é importante que o diretor, junto com a equipe pedagógica, busque entender o que está causando a evasão para intervir de forma eficaz.
Foi o que foi feito na Unidade Escolar Dona Rosaura Muniz Barreto, em São Miguel do Tapuio (PI). Lá, o índice de evasão era bastante acentuado, em torno de 14%. “Os professores identificaram uma série de problemas. Um deles, na 1ª série [do Ensino Médio] é que os alunos chegavam sem bagagem. Como o professor não tinha um trabalho individualizado com esse aluno, ele evadia”, conta Maria Deusilene Gomes, diretora da escola. Frente a isso, foi desenvolvido um projeto de monitoria, que em um primeiro momento era realizado pelos próprios docentes, com aulas de reforço aos finais de semana para os estudantes com mais dificuldade. Atualmente, outros alunos, que apresentavam mais facilidade com os conteúdos, foram envolvidos na iniciativa. “Alunos que estavam afastados da escola já estão retornando”, comemora. “Além disso, temos depoimentos de alunos da monitoria dizendo que se sentiram mais realizados, fazendo parte daquela turma”, afirma Maria Deusilene.

“SENTIRAM FALTA DE MIM”
O questionário do Saeb também buscou identificar as ações mais comuns nas escolas para “minimizar as faltas dos alunos”, listando algumas atividades para que os diretores classificassem com que frequência eram realizadas naquele ano e naquela escola. Destacam-se aí a comunicação com os pais (seja via comunicados escritos, durante a reunião de pais ou em convocações individuais), além de conversas com os próprios alunos. “Enviar alguém à casa do aluno” aparece como a ação menos comum: 45,6% dos alunos estudam em escolas onde os diretores afirmaram que ela nunca é realizada e outros 40,1%, apenas “algumas vezes”.
Uma solução encontrada por algumas escolas foi envolver os próprios alunos na busca dos colegas evadidos. Na Escola Estadual Adolfina Zamprogno, em Vila Velha (ES), por exemplo, identificados os alunos faltosos, os colegas vão à casa do estudante saber por que ele não está indo às aulas. “Após a visita, eles voltam para nós com o problema identificado e estudamos como nós enquanto escola podemos colaborar para que esse aluno retorne”, explica a diretora Angela Maria Soares.

Ela conta que para esses jovens que retomam os estudos a escola procura dedicar uma atenção especial. E destaca que a participação dos alunos tem sido crucial para o sucesso da iniciativa: “De mais ou menos 30 alunos que nós detectamos que tinham sumido realmente da escola, 18 já retornaram, dizendo que foi muito importante o colega ir à casa dele, porque ele percebeu: ‘sentiram falta de mim; eu também faço parte daquela escola’”.
Francisco Ronildo da Silva, 18, de Campos Sales (CE), foi um desses jovens que reencontraram o caminho da escola graças aos colegas. Sua história é um dos vários relatos que compõem o documentário “Nunca me sonharam”.
No filme, ele conta que foi uma carta enviada por alunos de sua escola – e que ele guarda com carinho –que o motivou a retomar os estudos. A carta trazia os seguintes dizeres:
“Prezado colega Francisco Ronildo da Silva, 
Já faz um tempinho que não nos vemos. Então, resolvemos te convidar pra retornar à nossa escola, que está cada dia mais cheia de surpresas. Aqui podemos nos expressar, perguntar, expor nossas opiniões, ouvir a opinião do outro, tirar conclusões acerca de tudo que está sendo proposto. Não perca mais tempo. Retorne agora mesmo em busca da realização dos seus sonhos. Forte abraço daqueles que não lhe esquecem”.


AÇÃO INTERSETORIAL
Trazer de volta à escola os quase 3 milhões de crianças e adolescentes não é uma responsabilidade apenas da área da Educação; exige a articulação de diversos setores. Diante desse enorme desafio, o Unicef, em parceria com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), o Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social (Congemas) e o Instituto Tim lançaram no dia 1º de junho a Busca Ativa Escolar. Trata-se de uma plataforma, gratuita, que busca auxiliar os munícipios no enfrentamento da exclusão escolar. Por meio do site, de aplicativo ou SMS, é possível enviar um alerta sobre uma criança ou um adolescente que esteja fora da escola. O aviso dá início a uma série de ações realizadas por um grupo intersetorial de profissionais, que “vão desde uma conversa com a família, para entender as causas da exclusão, até o encaminhamento do caso para as áreas responsáveis por garantir a (re)matrícula dessa criança ou desse adolescente, bem como pelo acompanhamento da sua vida educacional”, informa o site do Unicef. As ações são registradas na plataforma, que gera dados que podem nortear o desenvolvimento de políticas públicas. Saiba mais: buscaativaescolar.org.br

FONTE:http://www.institutounibanco.org.br/aprendizagem-em-foco/28/

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